Olá, sou a criadora do Nórdicos e uma eterna apaixonada pela Mitologia Nórdica. Minha jornada nesse universo começou como uma curiosidade e rapidamente se transformou em uma paixão. Desde então, dedico meu tempo a estudar, ler e explorar as histórias incríveis dos deuses, criaturas e reinos nórdicos.
Mais do que um mito, o fylgja revela como os povos nórdicos entendiam a identidade, a sorte e a conexão entre os vivos e seus ancestrais — uma tradição que scholars como H.R. Ellis Davidson, Neil Price e Johnni Langer têm dedicado suas carreiras a desvendar.
Quando pensamos nos vikings, é comum imaginar longos navios rasgando o mar do Norte, machados de guerra reluzentes e incursões violentas por mosteiros europeus. No entanto, reduzir a cultura viking a esses elementos é ignorar a complexidade de seu mundo espiritual e das tradições que moldavam seu cotidiano. Para esses homens e mulheres, a realidade não se limitava ao que os olhos podiam ver. Havia camadas de existência que influenciavam diretamente a vida em comunidade, as decisões de um chefe de família e o destino de um guerreiro.
Entre os elementos mais fascinantes e menos compreendidos dessa tradição está o fylgja (pronuncia-se “fulg-ia”) — uma entidade espiritual que acompanhava cada pessoa desde o nascimento até a morte e, em alguns casos, permanecia ligada à sua linhagem por gerações. Compreender o fylgja é mergulhar no coração da visão de mundo viking, onde a individualidade era fluida e a sorte, longe de ser um conceito abstrato, era uma força quase tangível.
H.R. Ellis Davidson: A Pioneira dos Estudos da Religião Nórdica
A estudiosa inglesa H.R. Ellis Davidson (1914-2006) é considerada uma das mais importantes autoridades no estudo da religião e mitologia dos povos germânicos e nórdicos. Fellow da Sociedade de Antiquários e presidente do Conselho da Folklore Society, Davidson dedicou sua carreira a investigar as crenças e práticas religiosas da Europa setentrional, combinando evidências literárias, históricas e arqueológicas .
Em sua obra seminal Gods and Myths of Northern Europe, Davidson oferece uma reflexão profunda sobre a visão de mundo que emerge dos mitos nórdicos:
“Apesar dessa consciência do destino, ou talvez por causa dela, a imagem das qualidades humanas que emerge dos mitos é nobre. Os deuses são figuras heroicas, homens em escala ampliada, que levavam vidas perigosas e individualistas, mas ao mesmo tempo faziam parte de um grupo pequeno e unido, com um firme senso de valores e certas lealdades intensas. Eles sacrificariam suas vidas em vez de abandonar esses valores, mas lutariam enquanto pudessem, já que a vida valia a pena. Os homens sabiam que os deuses a quem serviam não podiam lhes dar liberdade do perigo e da calamidade, e não exigiam que o fizessem. Não encontramos nos mitos nenhum sentimento de amargura pela aspereza e injustiça da vida, mas sim um espírito de resignação heroica: a humanidade nasce para problemas, mas a coragem, a aventura e as maravilhas da vida são motivos de gratidão, a serem desfrutados enquanto a vida nos é concedida. As grandes dádivas dos deuses eram a disposição para enfrentar o mundo como ele é, a sorte que sustenta os homens em momentos difíceis e a oportunidade de conquistar aquela glória que, sozinha, pode sobreviver à morte” .
Esta passagem é particularmente relevante para compreendermos o fylgja, pois Davidson situa a sorte (hamingja) como uma das grandes dádivas divinas — e o fylgja era precisamente a personificação visível dessa sorte pessoal e familiar.
A autora também destaca a natureza não dogmática e inclusiva da religiosidade nórdica, contrastando-a com o exclusivismo cristão que viria a seguir. Ao comentar sobre o rei Redwald da Ânglia Oriental, que no século VII mantinha em sua igreja um altar para Cristo e outro para “demônios” (provavelmente antigas divindades germânicas), Davidson observa:
“Ele não estava se comportando infantilmente, ou astuciosamente esperando obter o melhor de ambos os mundos, mas meramente agindo de acordo com o costume pagão normal, já que a aceitação de um deus não significava que alguém rejeitasse totalmente a divindade de seu vizinho. Esta deve ter sido uma das lições mais difíceis para os novos convertidos ao cristianismo aprenderem, e enquanto ganhavam em determinação, teme-se que perderam muito de seu antigo espírito de tolerância” .
John Lindow, professor emérito da Universidade da Califórnia, Berkeley, é um dos mais respeitados scholars contemporâneos da mitologia escandinava medieval. Seu Handbook of Norse Mythology tornou-se referência obrigatória para estudiosos e estudantes da área.
Sobre a importância de compreender o contexto de transmissão oral dos mitos e tradições, Lindow alerta:
“A Escandinávia durante a Era Viking era, para todos os efeitos, uma sociedade oral, na qual quase toda informação era codificada na memória mortal — em vez de em livros que pudessem ser armazenados — e passada de uma memória a outra através de atos de fala” .
Esta observação é crucial para entendermos como conceitos como o fylgja eram transmitidos e preservados: não como doutrinas fixas, mas como narrativas fluidas que se adaptavam aos contextos e às audiências.
Lindow também comenta sobre a natureza dos deuses nórdicos e sua relação com os humanos — uma relação que ilumina indiretamente o papel de entidades como o fylgja:
“Thor foi provavelmente o deus mais importante do paganismo tardio, como sugere a apresentação nas fontes medievais escandinavas da conversão como uma luta entre Thor e Cristo” .
Esta “luta” entre Thor e Cristo representa o confronto entre duas cosmovisões: uma que via o mundo como habitado por múltiplas forças espirituais (incluindo os fylgjur) e outra que buscava centralizar a experiência religiosa em uma única divindade.
Neil Price: O Arqueólogo da Mente Viking
Neil Price, professor de Arqueologia na Universidade de Uppsala, Suécia, é atualmente um dos mais influentes pesquisadores da Era Viking. Sua abordagem inovadora combina arqueologia, história das religiões e antropologia para reconstruir a mentalidade e a cosmovisão dos povos nórdicos.
Em sua obra magistral Children of Ash and Elm: A History of the Vikings, Price oferece uma reflexão que toca diretamente na questão da identidade e do destino — temas centrais para a compreensão do fylgja:
“O livre-arbítrio existia, mas exercê-lo inevitavelmente levava a se tornar a pessoa que você sempre, realmente, foi” .
Esta afirmação paradoxal captura a essência da visão nórdica sobre destino e identidade: os indivíduos eram livres para fazer escolhas, mas essas escolhas revelavam — e realizavam — um destino que já estava, de certa forma, inscrito neles. O fylgja, como companheiro espiritual que refletia o caráter e anunciava o destino, encarna perfeitamente esta tensão entre liberdade e predestinação.
Price também adverte contra os anacronismos e projeções modernas em nossos estudos sobre os vikings:
“Há um sentido em que este ponto de vista está olhando pela extremidade errada do telescópio histórico, definindo (e frequentemente julgando) um povo unicamente pelas consequências de suas ações, em vez das motivações por trás delas” .
Em entrevista publicada na revista acadêmica Brathair, Price aprofunda sua abordagem metodológica:
“Para mim, os modelos das sociedades piratas atualmente em discussão em relação ao início do período moderno proporcionam um meio de atrelar o que vejo como um dos grandes enigmas dos estudos vikings” .
Esta busca por compreender os vikings em seus próprios termos, sem julgamentos anacrônicos ou romantizações, é fundamental para abordarmos corretamente conceitos como o fylgja.
Johnni Langer: A Voz Brasileira nos Estudos Vikings
Johnni Langer, professor da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e coordenador do NEVE (Núcleo de Estudos Vikings e Escandinavos), é a principal autoridade brasileira no campo da Escandinavística medieval. Com publicações em periódicos europeus de prestígio, Langer tem sido fundamental para a difusão e o desenvolvimento dos estudos nórdicos no Brasil.
Sua obra Na trilha dos vikings: estudos de religiosidade nórdica (2015) representa um marco na produção acadêmica em língua portuguesa sobre o tema. Como destaca o professor Álvaro Bragança Júnior (UFRJ) na apresentação da obra, Langer é “maior autoridade brasileira, quiçá sul-americana em estudos da cultura viking, e reconhecido internacionalmente” .
Em outra obra organizada por Langer, Desvendando os vikings: estudos de cultura nórdica medieval (2016), encontramos uma reflexão metodológica crucial para o estudo de conceitos como o fylgja:
“Ao contrário do que se poderia pensar, essas duas visões nunca se enfrentaram no mundo da escrita de forma radicalmente antagônica, mas, durante um bom tempo, conviveram no mesmo espaço, tanto geográfico quanto literário, e é dessa convivência que nasceu um estilo literário e gráfico único nos manuscritos escandinavos. Diferentemente de outras regiões da Europa, onde o letramento latino praticamente extinguiu as escritas locais e alterou (para não dizer cristianizou) tradições e lendas, na Escandinávia medieval esse passado e a matriz cultural a ele pertencente não foram totalmente esquecidos. Certamente, eles foram mitificados, idealizados e, em certa medida, moldados a padrões cristãos, mas, em alguma medida, foram também preservados” .
Esta observação é fundamental para compreendermos as sagas islandesas — nossa principal fonte sobre o fylgja — como documentos complexos que preservam tradições pré-cristãs, ainda que filtradas por uma perspectiva cristã medieval.
As Duas Formas do Fylgja nas Fontes Islandesas
Nas sagas islandesas — nosso principal testemunho escrito sobre essas tradições — o fylgja se manifesta de duas maneiras distintas, cada uma com funções e significados específicos.
O Fylgja Animal: O Reflexo do Caráter
A manifestação mais comum do fylgja nas narrativas é em forma animal. Guerreiros renomados, chefes de família e figuras de autoridade frequentemente possuíam um animal espiritual que refletia sua personalidade e seu status.
Um espelho da alma: Um homem sábio e pacífico poderia ter um boi ou um carneiro como fylgja. Já um guerreiro feroz e combativo estaria associado a um urso, um lobo, uma águia ou um touro. A escolha do animal não era aleatória — ela comunicava visualmente, no plano espiritual, aquilo que a pessoa representava no plano social.
Presságios em sonhos: Nas sagas, é comum que o fylgja de uma pessoa apareça em sonhos para outros, funcionando como um presságio. Se alguém sonhasse com um urso caminhando em direção a uma fazenda, poderia interpretar que um grande guerreiro estava a caminho. Se o animal estivesse ferido ou fraco, isso indicava perigo iminente para a pessoa associada.
Herança familiar: Um aspecto fundamental da cultura viking era a importância da linhagem. O fylgja animal frequentemente se estendia por gerações, com uma mesma família compartilhando o mesmo tipo de animal espiritual. Isso reforçava a ideia de que as características — e a sorte — eram herdadas dos ancestrais.
Na Saga de Egil, por exemplo, a família de Egill Skallagrímsson tem fortes associações com lobos, animais que representam tanto a ferocidade em batalha quanto o isolamento e a marginalidade que marcaram a vida do lendário guerreiro e poeta.
A Fylgja Feminina: A Guardiã do Destino
A outra manifestação do fylgja é a de uma figura feminina, geralmente descrita como uma mulher alta e imponente, por vezes vestida com armadura ou trajes rituais. Esta figura tem uma função distinta e, em muitos aspectos, mais solene.
Conexão com o destino: Enquanto o fylgja animal reflete o caráter individual, a fylgja feminina está mais intimamente ligada ao destino da família e à continuidade do clã. Ela podia aparecer para proteger um membro da família em perigo ou, mais frequentemente, para anunciar mortes iminentes.
As Nornas e o tecer do destino: Há uma clara sobreposição entre essas figuras femininas e as Nornas, as entidades que tecem os fios do destino na mitologia nórdica. A fylgja feminina, de certa forma, personificava o ørlög — o destino inexorável da família — atuando como uma intermediária entre o mundo dos vivos e o curso inevitável dos acontecimentos.
A presença dessas figuras femininas nas sagas revela um aspecto crucial da cultura viking: o reconhecimento de que forças além do controle humano — particularmente associadas ao feminino e ao doméstico — exerciam poder sobre a vida e a morte.
O Fylgja e o Xamanismo: A Contribuição de Neil Price
O arqueólogo Neil Price oferece uma perspectiva que conecta o fylgja a práticas xamânicas mais amplas. Price argumenta que a capacidade de projetar o hamr (a forma) e a existência de espíritos auxiliares como o fylgja apontam para uma base xamânica na religiosidade nórdica antiga.
Em Children of Ash and Elm, Price aborda diretamente a questão dos espíritos desdobrados ao comentar sobre um dos feitiços de Odin no Ljóðatal (a “Lista de Feitiços”):
“Conheço um décimo [feitiço]: se vejo feiticeiras brincando no ar, posso arquitetar que elas se extraviem da morada de suas formas (heimhama), da morada de suas mentes (heimhuga). O feitiço é dirigido contra os espíritos independentes das bruxas, enviados para fora de seus corpos a serviço de suas senhoras. O encanto de Odin é terrível em sua cisão de suas próprias almas, cortadas para se dissiparem para sempre” .
Esta passagem é extraordinariamente relevante para nosso tema, pois revela a crença nórdica na capacidade de certos indivíduos projetarem aspectos de sua consciência e espírito para fora do corpo — um fenômeno intimamente relacionado ao conceito de fylgja.
Price também observa a singularidade da religiosidade nórdica em um aspecto particular:
“Estranhamente, Asgard também continha templos, edifícios de culto onde os próprios deuses faziam oferendas — mas a quem ou a quê? A mitologia dos vikings é uma de um punhado minúsculo em todas as culturas mundiais na qual as divindades também praticavam religião. Isso sugere algo por trás e além delas, mais velho e opaco, e não necessariamente ‘indo-europeu’ de forma alguma. Não há indicação de que o povo da Era Viking soubesse o que era mais do que nós” .
Esta observação aponta para uma camada ainda mais profunda e misteriosa da cosmovisão nórdica — algo que transcende os próprios deuses e que pode estar relacionado a conceitos como o destino, as Nornas e, por extensão, os fylgjur.
Distinções Essenciais para Compreender o Fylgja
Para evitar confusões comuns, é importante distinguir o fylgja de outros conceitos presentes na tradição nórdica:
Conceito
Significado
Relação com o Fylgja
Fylgja
“Seguidor” – entidade espiritual ligada a uma pessoa ou família
O próprio objeto de nosso estudo
Hamingja
Sorte ou poder de sorte pessoal
O fylgja é a personificação visível da hamingja
Vörðr
Guardião espiritual, ligado a um local ou pessoa
Mais um “vigia” do que uma personificação da identidade
Hamr
A forma ou pele, que podia ser projetada em viagens espirituais
O fylgja podia ser “visto” quando alguém projetava o hamr
Essas distinções mostram que a cultura viking desenvolveu um vocabulário espiritual sofisticado para descrever aspectos diferentes, porém interconectados, da experiência humana.
O Que as Fontes Realmente Dizem
Para compreender o fylgja em seu contexto cultural original, é essencial distinguir o que está efetivamente atestado nas fontes primárias — como a Edda Poética, a Saga de Njáll, o Queimado e a Saga de Vatnsdœla — daquilo que são interpretações posteriores ou especulações modernas.
Manifestação onírica: Nas sagas, o fylgja raramente é visto por todos. Sua aparição ocorre predominantemente em sonhos ou em momentos de transe, e apenas pessoas dotadas de “visão” (forspár) conseguem percebê-lo durante a vigília.
Presságio de morte: Ver o fylgja de alguém durante o dia era, invariavelmente, um mau presságio. Em diversos relatos, a aparição da fylgja feminina anuncia que a morte se aproxima para um membro da família.
Vínculo familiar: O fylgja não se dissolvia completamente com a morte do indivíduo. Há indicações de que ele permanecia, aguardando para se ligar ao próximo herdeiro da família, reforçando o caráter coletivo e transgeracional da tradição.
Sincretismo cristão: É importante lembrar que as sagas foram escritas majoritariamente no século XIII, por autores cristãos. Em alguns relatos, percebe-se uma tentativa de reinterpretar o fylgja à luz da nova fé — ora como um anjo da guarda, ora como uma entidade demoníaca. Esse sincretismo, como bem observaram Langer e Lindow, revela como as tradições pagãs resistiram e foram gradualmente absorvidas pelo cristianismo.
Conclusão: O Fylgja e a Visão de Mundo Viking
O fylgja nos oferece uma janela privilegiada para a psicologia e a espiritualidade dos povos nórdicos. Mais do que uma curiosidade mitológica, ele revela uma cultura que compreendia a identidade humana como algo fluido, relacional e profundamente enraizado no tecido do destino e da ancestralidade.
Para o homem e a mulher da Era Viking, a solidão não existia. Cada pessoa carregava consigo um “seguidor” — um reflexo animal de seu caráter mais profundo e uma guardiã feminina que velava pelo destino de sua linhagem. Essa companhia espiritual não era uma metáfora, mas uma realidade vivida, sentida em sonhos, pressentida em momentos de perigo e reconhecida como parte essencial do que significava ser humano.
Como sintetizou H.R. Ellis Davidson, “as grandes dádivas dos deuses eram a disposição para enfrentar o mundo como ele é, a sorte que sustenta os homens em momentos difíceis e a oportunidade de conquistar aquela glória que, sozinha, pode sobreviver à morte” . O fylgja era a manifestação tangível dessas dádivas — a sorte personificada, o caráter refletido, o destino anunciado.
Compreender o fylgja é, em última análise, compreender que para os vikings o visível e o invisível, o individual e o coletivo, o presente e o ancestral formavam uma tapeçaria contínua — e que cada um de nós, à sua maneira, caminha acompanhado por forças que transcendem nossa compreensão imediata.
Sobre os Especialistas Citados
H.R. Ellis Davidson (1914-2006): Antiquária e acadêmica inglesa, especialista em paganismo germânico e celta. Fellow da Society of Antiquaries e presidente do Conselho da Folklore Society (1974-1976). Sua obra Gods and Myths of Northern Europe é considerada uma das fontes mais completas e confiáveis sobre mitologia germânica .
John Lindow: Professor emérito da Universidade da Califórnia, Berkeley. Autor do Handbook of Norse Mythology, referência fundamental para estudiosos da mitologia escandinava.
Neil Price: Professor de Arqueologia na Universidade de Uppsala, Suécia. Autor de Children of Ash and Elm: A History of the Vikings (2020) e The Viking Way (2002), obras inovadoras que combinam arqueologia, história das religiões e antropologia.
Johnni Langer: Professor da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e coordenador do NEVE (Núcleo de Estudos Vikings e Escandinavos). Principal autoridade brasileira em estudos vikings, com publicações em periódicos europeus de prestígio e obras como Na trilha dos vikings: estudos de religiosidade nórdica (2015) .
Este artigo foi elaborado com base em fontes primárias (sagas islandesas e Eddas) e nas contribuições acadêmicas dos principais especialistas nacionais e internacionais em mitologia e cultura nórdica.
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